Tempo de remar, tempo de sentir a maré, 2026
Aquarela e bordado sobre algodão
140 x 60 cm
A obra propõe uma travessia simbólica a partir de micro navegadores sobre seus botes bordados. Linhas, texturas e transparências se articulam em camadas que sugerem fluxo, soltura e leveza. A materialidade do tecido e do bordado se integra à poética da navegação interior, onde o que se deixa para trás não desaparece, apenas deixa de pesar.
“É preciso soltar as amarras para se soltar.
Já não é mais possível navegar nos sonhos carregando tanta carga.
Atravessa as ondas, sente o fluxo e a correnteza que o encaminha, e pouco a pouco consegue deixar para trás o que não cabe mais ali.
Aprendeu que só navega longe o que não tem peso, para poder se perder quando precisar.
Se perde então nos sonhos, flui. Encontra novos horizontes e mergulha neles, mesmo quando flutua na superfície da água, do reflexo, do céu, do peito, do vazio e do cheio.
Navega tranquilo, o que ficou para trás ainda está contigo. Só não te pesa mais.”